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O design de produtos digitais através de protótipos

03 Junho, 2016

Por Javier de la Plaza, Head of UX Services

O uso de protótipos é uma prática cada vez mais habitual na hora de especificar e desenvolver qualquer produto digital. É uma técnica muito útil principalmente no que se refere à atividade de validação pelos interessados já que como é um formato tão visual, facilita a compreensão do produto que deverá ser construído e suas funcionalidades.

No entanto, quando optamos por esta técnica, existem vários pontos que devemos considerar. Por um lado é fundamental que a geração de protótipos seja a mais ágil e eficiente possível. Da mesma forma, é conveniente definir um nível adequado de fidelidade dos protótipos baseado em fatores como a necessidade, o tipo de produto e o contexto. Tanto a agilidade como o nível de fidelidade dependem em grande parte da ferramenta de prototipagem selecionada, sua parametrização e da maturidade do processo de requisitos da empresa.

Da mesma forma, a participação de todas as partes interessadas – negócio, desenhadores, programadores…‑, é necessária para o processo de prototipagem seja eficiente. O envolvimento desses profissionais permitirá visualizar e compartilhar os protótipos de forma iterativa e efetuar todas as mudanças necessárias até que os interessados se mostrem satisfeitos com o protótipo do produto a ser construído. Ou seja, esta participação, tornará possível validar o produto antes mesmo de começar a construí-lo.

Uma das vantagens do processo de prototipagem é permitir que os interessados expressem e compartilhem seu feedback no intuito de melhorar o protótipo de forma interativa. Em resumo, trata-se de captar e gerenciar as ideias de todos os interessados da forma mais rápida e efetiva até obter o protótipo definitivo.

Existem diferentes modelos de protótipos em função de sua fidelidade:

1.‑ Sketch: fidelidade baixa.
Os sketches são os protótipos de baixa fidelidade. Podemos defini‑los como um rascunho estático de um desenho de baixa qualidade.

Trata‑se do primeiro esboço que é feito do produto digital que queremos construir, e consiste em um desenho rápido, geralmente em papel ou storyboard, com poucos detalhes e que mostram um conceito, ideia, ou generalidades de um aplicativo, de forma muito simplificada.

O sketch mostra o desenho básico e a arquitetura das informações, não a interação. Este tipo de protótipos, como são feitos em papel ou storyboard, permite equivocar‑se e refazer de forma muito mais rápida do que se utilizássemos uma ferramenta.

2.‑ Wireframe: fidelidade média.
 Os wireframes e os mockups constituem o nível médio de fidelidade.

Os wireframes definem:

  • O que: principais grupos de conteúdo.
  • Onde: estrutura das informações.
  • Como: a descrição e visualização básica do usuário (interação da interface).

A partir dos wireframes é possível gerar mockups, cuja fidelidade é superior e representam de uma maneira estática a estrutura das informações, a visualização do conteúdo e as funcionalidades básicas.

Por outro lado, os mockups representam aspectos como:

  • Conteúdos (textos dummy).
  • Paleta de colores.
  • Folhas de estilo.
  • Dimensões das áreas de conteúdo e serviços.
  • Iconografia.

3.‑ Protótipos de fidelidade alta
Este tipo de protótipo mostra o aspecto do produto final e oferece aos interessados no produto, a oportunidade de:

  • Experimentar interagindo com a interface e o conteúdo do projeto.
  • Testar as principais interações de uma maneira similar ao produto final.

Com este tipo de protótipos tem-se a oportunidade de interagir com o produto e refinar sua experiência de uso sem nem sequer tê‑lo construído. Este tipo de protótipo é utilizado, basicamente, para identificar, a partir dos testes de usuário, as dificuldades do produto. Para desenvolvê‑los é preciso utilizar ferramentas especializadas, como Justinmind.

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