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Como a programação influi na experiência do usuário

20 Maio, 2016

Por Delia Castaño, UX Designer

Quando embarcamos em um novo projeto de análise web, como experts em experiência do usuário devemos prestar atenção a aspectos tão diversos como a arquitetura da informação, a acessibilidade, o desenho gráfico e interativo, a usabilidade, entre outros.

Muitas vezes, é muito difícil estabelecer os limites das diferentes disciplinas que compõem a experiência do usuário para conseguir obter uma boa análise e, portanto, poder oferecer aos nossos usuários sites de qualidade.

Desde o princípio é importante fazer um estudo exaustivo sobre as necessidades dos usuários e procurar a melhor solução tecnológica levando em consideração as despesas de produção e o tempo de execução do projeto.

Durante nossa atividade de análise comprovamos se os usuários podem realizar tarefas com a maior rapidez possível minimizando o número de cliques e de navegação com scroll. Que ele seja informado sobre erros, que ele receba ajuda e que receba um feedback constante sobre o que está acontecendo e o que aconteceu na interface. Com tudo isso, obtemos uma maior satisfação e comodidade do usuário em sua navegação.

Todos estamos de acordo com isso, mas que influência pode ter o código do nosso site na experiência do usuário? Quem deve realizar o trabalho de revisão de determinados aspectos do código?

Tendo em vista a acessibilidade, a WCAG (Web Content Accessibility Guidelines) estabelece uma série de pautas que afetam diretamente o código web, como por exemplo:

  • Alternativas nas imagens (alt e longdesc).
  • Imagens de texto melhor formatadas.
  • Oferecer uma alternativa aos objetos programados e scripts.
  • Independência do dispositivo.
  • Não utilização de etiquetas obsoletas como os iframes.
  • Identificar cabeçalhos (th), tabelas de dados complexas e cabeçalhos (atributos scope ou id e headers) e utilizar o elemento caption (título da tabela) ou o atributo summary.
  • Não utilizar tabelas para formatar nem usar marcadores estruturais para dar formato (como th, thead, tfoot, etc.).
  • Todo controle de formulário deverá ser identificado com uma etiqueta (elemento label ou, se não houver, com title). Os botões dos formulários terão nomes (value) descritivos.
  • Verificar a validação dos dados de um formulário no lado do servidor. O envio de dados nunca deve depender dos scripts.
  • Agrupar as informações dos formulários (fieldset, legend, optgroup).
  • Seguir os padrões estabelecidos pela W3C.
  • Legibilidade sem folhas de estilo (estrutura e ordem correta de leitura dos conteúdos).
  • Separar a estrutura da apresentação (Html do CSS)
  • Utilizar unidades relativas em vez de absolutas.
  • Marcação adequada de listas e itens de lista.
  • Evitar atualizações automáticas, redirecionamentos e abertura de novas janelas.
  • Utilização de metadatos.
  • Tempos de espera excessivos pelo alto peso da página (mais de 4 segundos de espera).

Em relação ao design e estruturação dos conteúdos é necessário utilizar uma malha ou grid, já que isso nos permitirá obter a adequada adaptação dos diferentes tamanhos de tela dos dispositivos. Para isso, se utilizarmos algum tipo de framework como Bootstrap ou Foundation, usaremos corretamente os tipos que forem estabelecidos.

É necessário também otimizar o peso da página para que o tempo ela leva para carregar seja o menor possível (mais de 4 segundos de espera). É fundamental ter um código limpo, sem repetições, incorporar apenas as bibliotecas de javascript que necessitemos e comprimir as imagens.

Desenvolver produtos livres de erros funcionais, que façam com que a experiência do usuário não seja frustrante. Devemos levar em conta que os usuários costumam abandonar a tarefa que queriam executar pela impossibilidade de poder continuar. Isto poderia acarretar graves consequências no faturamento de uma empresa se, por exemplo, o carrinho de compra de um comércio eletrônico falhar ou der erro ao realizar a compra. Deve-se verificar cuidadosamente se todos os elementos das interfaces funcionam da forma correta.

Por outro lado, o trabalho em equipe é muito importante. É necessário que todos os membros de uma equipe trabalhem conjuntamente através de uma comunicação fluida e constante, especialmente entre o desenhador e o programador.

Segundo Delia Castaño, UX Designer da MTP: “Se queremos oferecer produtos de qualidade, eles devem “brilhar” tanto por fora como por dentro.”

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